sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Construindo uma colcha de retalhos

 Tema: Infância

Superou minhas expectativas, cada um retratou uma imagem de infancia em um retalho. Foi ótimo a atividade, além da boas memórias,  acho que relachou um pouco a turma. Estou anciosa para vê-la pronta...

Filme colcha de retalhos (01/10/2012)


No filme um grupo de mulheres narra histórias de vida que tem como elemento mediador de suas relações e suporte para o diálogo e demonstração de sentimentos e emoções, uma colcha de retalhos, a partir da qual várias histórias são expostas.
Através de símbolos, figuras e desenhos bordam na colcha memórias de um tempo que passou e deixou marcas. Proporcionando um processo de autoformação aos sujeitos envolvidos. As memórias de vida vão se significando provocando uma tomada de consciência de recriação e reconstrução.
Dessa forma o que ocorre é uma aprendizagem experiencial individual e coletiva através da abordagem autobiográfica.

Se voltasse a ser criança como gostaria que fosse minha infância?


Cheia de alegrias e sonhos onde tudo que importasse fossem as brincadeiras, de pega, de esconde-esconde, amarelinha, chicotim tá queimando, boca de forno, pula corda, giribita, rico e pobre de maré, lagartinha pintada, cai no poço, de soldado e bandido, de boneca, de elástico, panelada no domingo... E nada mais.
Nos quintais enormes da minha casa, com lindas árvores sombreando gostaria de passar o dia inteiro para vivenciar intensamente esta fase da minha vida. 
Gostaria que passasse sempre em casa o menino do picolé, o homem do algodão doce e da cocada (entre outros vendedores de guloseimas que fazem a alegria de toda criança).
 Os meus pais e os pais dos meus amigos nos deixariam brincar à vontade, sem trabalho ou obrigações. Meus avôs com todo carinho e amor sentariam todas as noites para nos contar varias história e aventuras...

Minha infânçia


Eu nasci e cresci em uma família grande (fui criada entre meu pai, minha mãe, meus dois irmãos, meus avós, meus tios e primos). Lembro-me de poucos, porém, ótimos momentos que vivi de passeios de bicicletas, nos jogos de futebol feminino, de subir em árvores, das brincadeiras de boneca, de festejos na igreja, as cantigas e danças em frente ao espelho, as brincadeiras de pega, etc.
Finais de semana, ai que delicia, a família se reunia, muita comilança, os churrascos acompanhava a música e o violão, sonhava em dormir o mais tarde possível para não perder nada.
Não sei por que não conseguimos armazenar em nossa memória todos os ótimos momentos que vivemos durante nossa infância. Momentos que eram gigantescos quando crianças e que hoje muitas vezes rimos quando lembramos.

 
O que significou para mim essa aula de hoje? (24/09/2012)

Com as discussões percebemos como a abordagem autobiográfica é proveitosa para se pensar a formação de adultos em geral e, especialmente, a formação de professores. Assim, faz-se necessário o aprofundamento dos estudos nesse campo, apontando para uma nova epistemologia de investigação e de formação que se materializa na dialética entre experiência, memória e narração.

Leitura e discussão dos textos: A autoformação no discurso da vida (PINEAU)/ O conceito de formação na abordagem (auto) biografica (BRAGANÇA). 17 e 24/09/2012.
Segundo PINEAU, para produzir histórias de vida não basta relatar sua vida, é preciso que o relato, oral ou escrito, seja interrogado, refletido, organizado logicamente, coerente. Assim, passado, presente e futuro fazem conexões e causam a autoformação e formação de outros indivíduos, pois, memórias de vidas refletidas vão se significando e podem trazer marcas formativas também em outros indivíduos.
“O ser vivo não resolve seus problemas adaptando-se, modificando sua relação com o meio, mas sim, modificando a si próprio...” Mácio
Para BRAGANÇA, a aprendizagem pela abordagem autobiográfica implica 3 dimensões: Conhecimento sobre si, sobre seu fazer e reflexão critica filosófica frente a vida. O trabalho com a narrativa de vida coloca os envolvidos diante de uma epistemologia da escrita narrativa, mobilizando o sujeito a uma tomada de consciência, por emergir do conhecimento de si, das dimensões pessoais, sociais e políticas impostas, remetendo a constantes desafios em relação às suas experiências e às posições tomadas. Assim a abordagem autobiográfica articula memória, narração e reconstrução individual e coletiva.