O quadro de Salvador
Dalí “A persistência da memória”, de 1931, que nos mostra alguns relógios de
diferentes tamanhos, como se estivessem em processo de derretimento sob o
efeito de uma forte luminosidade e calor. Apresentando a meu ver, que a utilização das
memórias, não se resume ao simples detalhe, ao remontar ao passado não buscamos
objetos inertes, mas na persistência do presente, no que ainda não foi dito nem
pensado, nos resquícios, procuramos ressignificar e transformar o futuro nas relações de trocas que se estabelecem.
sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
Poema feito pelo grupo
Elisangela, Elizania, Magda, Greice Quele, Jeane e viviane, baseada
na música “São Francisco” de Vinícius de Morais
6ª
semestre, pelo caminho
Lá
vai o 6ª semestre
Pelo
caminho
Preocupados
com o estágio
Que
coitadinhos
Dormindo
pouco
Pra
agradar os anjinhos
Fazendo
trabalhos
Organizadinhos
Lá
vai o 6ª semestre
Com
muito atenção
Fazendo
o trabalho
Com
dedicação
Levando
muito
Em
seu surrão
Lá
vai o 6ª semestre
Pelo
caminho
Contando
histórias
Pros
menininhos
Fazendo
atividades
Em
seus cantinhos
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
A narrativa autobiográfica na formação do professor constitui
uma ferramenta rica de possibilidades, que permite uma formação de si
mesmo, pois o sujeito retoma seus processos formativos e sua trajetória
profissional, contribuindo para a criticidade de si mesmo e de sua prática, seu
relacionamento com seus alunos, suas posturas político-pedagógico, suas crenças
e suas leituras de mundo.
A importância do outro na formação de identidade
É através das nossas interações que crescemos e nos
desenvolvemos, é com os outros que nos socializamos, que vamos aprendendo a ser
aquilo que somos, construímos a nossa identidade. A nossa personalidade vai-se
formando ao longo da infância e adolescência, estruturando-se e ficando mais ou
menos estável na vida adulta graças à interação com o outro e com o meio.
Olhando um mendigo, bêbado, um corrupto, alguém que venceu na vida, sofreremos um
impacto, uma influência, um exemplo. Assim, todos ao nosso redor nos afetam de
forma negativa ou positiva. Cabe a nós, avaliarmos e escolhermos o que é
melhor, e cabe aos pais, à escola, mostrar o caminho, até que estejamos
formados, para fazermos nossa própria escolha.
Assim
como no filme “colcha de retalhos” a colcha que produzimos trouxe um pouco da nossa história
de vida (6º semestre de pedagogia) de nossas infâncias, foi à mediadora de aprendizagens e lembranças gostosas de infância, bem
como suporte de comunicação sentimentos e emoções, a partir das várias
histórias, símbolos, figuras e desenhos que são apresentados nas pinturas. Uma
verdadeira obra de arte!
“É na dinâmica da vida e nas histórias tecidas no nosso cotidiano
que aprendemos dimensões existenciais e experienciais sobre nos mesmos, sobre
os outros e sobre o meio que vivemos...” Elizeu Clementino de Souza.
Entre
a escrita e a narrativa da história de vidas o sujeito vai se lapidando, vai se
aperfeiçoando, dando vida às memórias esquecidas e, muitas vezes, lembradas
naquele momento de relato.
O
sujeito carrega e trás sua história no seu encontro com o outro. Não se pode
mudar o passado, mas pode-se mudar a experiência do passado, ou seja, trazer a consciência
e olhar de um outro lugar, podendo no presente fazer uma outra opção.(Sacharny,
1999).
Assim,
o ensino-aprendizagem, na metodologia autobiográfica dá vida ao ser, ao
sujeito, ao indivíduo, refazendo e transformando-o na integração com o outro.
Narrativas autobiograficas (seminarios)
Assim, as narrativas autobiográficas permitem aos sujeitos refletir sobre o passado e o presente de sua formação, descrevendo contexto, evidenciando limites e possibilidades que marcam/ marcaram seu processo formativo.
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segunda-feira, 12 de novembro de 2012
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
Construindo uma colcha de retalhos
Tema: Infância
Superou minhas expectativas, cada um retratou uma imagem de infancia em um retalho. Foi ótimo a atividade, além da boas memórias, acho que relachou um pouco a turma. Estou anciosa para vê-la pronta...
Superou minhas expectativas, cada um retratou uma imagem de infancia em um retalho. Foi ótimo a atividade, além da boas memórias, acho que relachou um pouco a turma. Estou anciosa para vê-la pronta...
Filme colcha de retalhos (01/10/2012)
No filme um grupo de mulheres narra histórias de vida
que tem como elemento mediador de suas relações e suporte para o diálogo e
demonstração de sentimentos e emoções, uma colcha de retalhos, a partir da qual
várias histórias são expostas.
Através de símbolos, figuras e desenhos bordam na
colcha memórias de um tempo que passou e deixou marcas. Proporcionando um
processo de autoformação aos sujeitos envolvidos. As memórias de vida vão se
significando provocando uma tomada de consciência de recriação e reconstrução.
Dessa forma o que ocorre é uma aprendizagem
experiencial individual e coletiva através da abordagem autobiográfica.
Se voltasse a ser criança como gostaria que fosse minha infância?
Cheia
de alegrias e sonhos onde tudo que importasse fossem as brincadeiras, de pega,
de esconde-esconde, amarelinha, chicotim tá queimando, boca de forno, pula
corda, giribita, rico e pobre de maré, lagartinha pintada, cai no poço, de
soldado e bandido, de boneca, de elástico, panelada no domingo... E nada mais.
Nos
quintais enormes da minha casa, com lindas árvores sombreando gostaria de
passar o dia inteiro para vivenciar intensamente esta fase da minha vida.
Gostaria
que passasse sempre em casa o menino do picolé, o homem do algodão doce e da
cocada (entre outros vendedores de guloseimas que fazem a alegria de toda
criança).
Os meus pais e os pais dos meus amigos nos
deixariam brincar à vontade, sem trabalho ou obrigações. Meus avôs com todo
carinho e amor sentariam todas as noites para nos contar varias história e
aventuras...
Minha infânçia
Eu
nasci
e cresci em uma família grande (fui criada entre meu pai, minha mãe, meus dois
irmãos, meus avós, meus tios e primos). Lembro-me de poucos, porém, ótimos
momentos que vivi de passeios de bicicletas, nos jogos de futebol feminino, de
subir em árvores, das brincadeiras de boneca, de festejos na igreja, as
cantigas e danças em frente ao espelho, as brincadeiras de pega, etc.
Finais
de semana, ai que delicia, a família se reunia, muita comilança, os churrascos acompanhava
a música e o violão, sonhava em dormir o mais tarde possível para não perder
nada.
Não
sei por que não conseguimos armazenar em nossa memória todos os ótimos momentos
que vivemos durante nossa infância. Momentos que eram gigantescos quando
crianças e que hoje muitas vezes rimos quando lembramos.
O
que significou para mim essa aula de hoje? (24/09/2012)
Com as discussões
percebemos como a abordagem autobiográfica é proveitosa para se pensar a
formação de adultos em geral e, especialmente, a formação de professores.
Assim, faz-se necessário o aprofundamento dos estudos nesse campo, apontando
para uma nova epistemologia de investigação e de formação que se materializa na
dialética entre experiência, memória e narração.
Leitura e discussão dos textos: A autoformação no discurso da vida (PINEAU)/ O conceito de formação na abordagem (auto) biografica (BRAGANÇA). 17 e 24/09/2012.
Segundo PINEAU, para
produzir histórias de vida não basta relatar sua vida, é preciso que o relato,
oral ou escrito, seja interrogado, refletido, organizado logicamente, coerente.
Assim, passado, presente e futuro fazem conexões e causam a autoformação e
formação de outros indivíduos, pois, memórias de vidas refletidas vão se
significando e podem trazer marcas formativas também em outros indivíduos.
“O ser vivo não resolve
seus problemas adaptando-se, modificando sua relação com o meio, mas sim,
modificando a si próprio...” Mácio
Para BRAGANÇA, a
aprendizagem pela abordagem autobiográfica implica 3 dimensões: Conhecimento
sobre si, sobre seu fazer e reflexão critica filosófica frente a vida. O
trabalho com a narrativa de vida coloca os envolvidos diante de uma
epistemologia da escrita narrativa, mobilizando o sujeito a uma tomada de
consciência, por emergir do conhecimento de si, das dimensões pessoais, sociais
e políticas impostas, remetendo a constantes desafios em relação às suas
experiências e às posições tomadas. Assim a abordagem autobiográfica articula
memória, narração e reconstrução individual e coletiva.
terça-feira, 25 de setembro de 2012
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